Guarda Nacional Republicana tem nova equipa cinotécnica para combater o uso ilegal de venenos e proteger a fauna selvagem
23.04.2026
No âmbito do projeto LIFE WILD WOLF, foi formada uma equipa cinotécnica especializada, sediada em Viana do Castelo e envolvendo dois cães das raças pastor holandês e pastor alemão, especificamente treinados para a deteção de venenos em contexto operacional. Esta importante iniciativa, pioneira na região norte do país, tem como objetivo reforçar a capacidade da Guarda Nacional Republicana no combate ao uso ilegal de iscos envenenados e na proteção da fauna selvagem, em particular o lobo-ibérico e as suas presas naturais.
O treino operacional das equipas cinotécnicas, cada uma constituída por um binómios cão-militar, decorreu faseadamente entre janeiro e junho de 2024, permitindo um reforço dos procedimentos de segurança e aperfeiçoamento contínuo na deteção de substâncias tóxicas, em particular identificando aspetos técnicos que, dada a natureza exigente do serviço, poderiam colocar em risco a saúde e integridade física dos cães. Após a conclusão do treino, as equipas cinotécnicas da GNR têm mantido um empenhamento regular em ações de patrulhamento, prevenção e resposta às ocorrências relacionadas com utilização de iscos envenenados, cadáveres contaminados, restos orgânicos suspeitos e outras situações associadas a crimes contra a fauna selvagem, bem como resposta a episódios de ataques de predadores a animais domésticos.
A atuação destas equipas cinotécnicas não se limita apenas à área geográfica do projeto LIFE WILD WOLF, compreendida pelos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real, sendo também utilizadas em outras zonas de presença do lobo-ibérico, nomeadamente nos distritos de Bragança e da Guarda. Desta forma, entre junho de 2024 e dezembro de 2025, foram realizadas no contexto do projeto LIFE WILD WOLF, um total de 36 patrulhas preventivas no conjunto dos distritos abrangidos pelo projeto e 1 patrulha reativa (i.e., em resposta a denúncias) fora da área do projeto. Estes números demonstram um papel operacional crescente das equipas cinotécnicas especializadas no combate ao uso ilegal de venenos, contribuindo de forma direta para a proteção do lobo-ibérico, para a conservação da fauna selvagem e para o reforço da segurança ambiental no território nacional.